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Cinco Perguntas Para Mariana Alves, coordenadora de projetos da Sanity: 'Um Bom Projeto Faz Com Que o Próprio Ambiente Ajude a Operação a Funcionar de Maneira Mais Segura'

Foto do escritor: Sanity Consultoria
Sanity Consultoria
há 2 dias
4 min de leitura
"Praticamente todos os elementos do projeto podem ter impacto no funcionamento sanitário do estabelecimento. Precisamos prever corretamente equipamentos, bancadas, lavatórios, pontos de água e esgoto, áreas de armazenamento, circulação, portas e acessos, além dos revestimentos de piso, parede e teto, que precisam ser resistentes, laváveis, impermeáveis e adequados à higienização" - Mariana Alves (foto: Manoela Requena)
"Praticamente todos os elementos do projeto podem ter impacto no funcionamento sanitário do estabelecimento. Precisamos prever corretamente equipamentos, bancadas, lavatórios, pontos de água e esgoto, áreas de armazenamento, circulação, portas e acessos, além dos revestimentos de piso, parede e teto, que precisam ser resistentes, laváveis, impermeáveis e adequados à higienização" - Mariana Alves (foto: Manoela Requena)

Uma obra pode começar muito antes do primeiro tijolo. Quando o assunto é a adequação sanitária de um estabelecimento, decisões tomadas ainda na fase de projeto podem fazer toda a diferença para evitar retrabalho, custos inesperados e dificuldades no processo de licenciamento.

 

É nesse contexto que entra o Laudo Técnico de Avaliação (LTA). Uma exigência a ser resolvida no fim da obra, ele deve estar integrado ao planejamento desde a concepção do projeto, considerando não apenas as características físicas do imóvel, mas também a atividade que será realizada no local.

 

Para entender como arquitetura, operação e requisitos sanitários precisam caminhar juntos, a Sanity conversa com a arquiteta Mariana Alves, da coordenação de projetos e supervisão técnica da Sanity, que explica os principais cuidados na elaboração de um projeto, a importância dos fluxos sanitários, os elementos que precisam ser planejados e até o que fazer quando surge a necessidade de alterar um projeto já aprovado.


Confira as cinco perguntas e entenda por que um bom projeto também é uma ferramenta de segurança, funcionalidade e adequação sanitária.


SOBRE A ENTREVISTADA


Mariana Alves é arquiteta e pós-graduada em Acessibilidade e Engenharia de Combate a Incêndio, com mais de 15 anos de experiência em projetos, obras e regularização de imóveis. A trajetória profissional de Mariana começou na área de acessibilidade da SPTrans, e inclui projetos, consultorias, acompanhamento de obras e docência, além de projetos relacionados à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos. Ao longo dos anos, ampliou sua atuação para regularização de imóveis e segurança contra incêndio, com experiência em EVTL e processos junto ao Corpo de Bombeiros. Na Sanity, trabalha na coordenação de projetos e supervisão técnica, conduzindo processos de LTA, Vigilância Sanitária, acessibilidade, aprovações, regularizações e segurança contra incêndio.


Leia a seguir a entrevista: 

 

PERGUNTA: Por que o LTA deve ser pensado antes de começar uma construção ou reforma?


RESPOSTA: O Laudo Técnico de Avaliação, deve ser pensado desde o início porque as exigências sanitárias precisam estar incorporadas ao projeto, e não tratadas como uma etapa posterior. Quando isso não acontece, passamos por muitas alterações de layout, custos adicionais, atrasos na obra e consequentemente dificuldades para obter a aprovação ou o licenciamento do estabelecimento.


Por isso, o ideal é que arquitetura e requisitos sanitários caminhem juntos desde a concepção do projeto. É muito mais eficiente prever essas questões antes da obra do que corrigir depois que tudo já foi executado.


P: No levantamento técnico de um imóvel, quais são os principais pontos que você, como arquiteta, precisa avaliar?


R: No levantamento técnico, avaliamos as dimensões dos ambientes, paredes, portas e acessos, pé-direito, ventilação e iluminação, instalações de água e esgoto, pontos elétricos, revestimentos, pisos, forros e as condições gerais da edificação.


Mas existe também uma segunda análise, tão importante quanto a física: entender a atividade que será realizada naquele espaço. Precisamos saber quais são os processos, equipamentos, materiais utilizados, quantidade de pessoas, geração de resíduos e necessidades específicas da operação.


É essa combinação entre as características do imóvel e as características da atividade que permite desenvolver um projeto realmente adequado às exigências sanitárias.


P: Por que o fluxo sanitário é tão importante no desenho de um estabelecimento?


R: O fluxo sanitário é fundamental porque o layout precisa contribuir para evitar contaminações e conflitos entre etapas e atividades. Na prática, precisamos pensar em como circulam as pessoas, os materiais, os produtos, os resíduos e, dependendo da atividade, também os alimentos ou outros insumos. O objetivo é organizar esses fluxos de maneira lógica, evitando, por exemplo, que um fluxo considerado “limpo” se encontre ou se cruze de forma inadequada com um fluxo “sujo”.


Um bom projeto faz com que o próprio ambiente ajude a operação a funcionar de maneira mais segura.


P: Quais elementos do projeto arquitetônico precisam ser planejados para garantir segurança e adequação sanitária?


R: Praticamente todos os elementos do projeto podem ter impacto no funcionamento sanitário do estabelecimento. Precisamos prever corretamente equipamentos, bancadas, lavatórios, pontos de água e esgoto, áreas de armazenamento, circulação, portas e acessos, além dos revestimentos de piso, parede e teto, que precisam ser resistentes, laváveis, impermeáveis e adequados à higienização.


É justamente esse olhar integrado que transforma um projeto arquitetônico em um espaço funcional, seguro e compatível com as exigências sanitárias.


P: Posso mudar alguma coisa no projeto depois que ele foi aprovado?


R: Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta é: depende da alteração. Uma mudança que parece simples, como deslocar uma porta, alterar uma parede ou mudar um equipamento de lugar, pode modificar fluxos, dimensões, acessos, áreas de trabalho ou até as condições de higiene e segurança previstas no projeto aprovado.


Então, a orientação é: antes de alterar, consulte o responsável técnico. Isso evita que uma pequena mudança durante a obra se transforme em um problema no processo de licenciamento depois.

 

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Há mais de 27 anos auxiliando empresas a crescer com segurança, conformidade e confiança, a Sanity é uma consultoria técnico-regulatória especializada em segurança dos alimentos, licenciamento sanitário, auditorias, treinamentos, responsabilidade técnica e adequação às exigências dos órgãos fiscalizadores.


A empresa atua em todo o Brasil apoiando empresas dos segmentos de varejo alimentício, food service, indústrias, logística, hospitais, clínicas e diversos outros setores que precisam operar em concordância com a legislação vigente.


Com uma equipe multidisciplinar e mais de 190 soluções especializadas, a Sanity transformou e inovou os desafios regulatórios em oportunidades de crescimento sustentável para empresas de todos os portes.


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