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Cinco perguntas para Felipe Arruda, coordenador ambiental: 'Toda a parte de licenciamento ambiental e conformidades tem que ser elaborada no início, ainda no papel'

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    Sanity Consultoria
  • há 3 dias
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Atualizado: há 3 dias

Felipe Arruda: "Eu acho que é muito mais barato descobrir que um empreendimento é inviável no papel do que descobrir isso depois de ter investido milhões na implantação"
Felipe Arruda: "Eu acho que é muito mais barato descobrir que um empreendimento é inviável no papel do que descobrir isso depois de ter investido milhões na implantação"


Falar em gestão ambiental dentro das empresas muitas vezes remete a licenças, documentos, obrigações legais e fiscalização. Mas, na prática, o tema vai muito além da burocracia: envolve prevenção de riscos, organização de processos, redução de desperdícios e responsabilidade na condução do negócio.


É nesse contexto que a Sanity apresenta mais uma edição da série “Cinco perguntas para...”, desta vez com Felipe Arruda, coordenador ambiental, que compartilha sua experiência e apresenta uma visão mais prática sobre os desafios enfrentados pelas empresas na área ambiental.


Ao longo da entrevista, Felipe aborda a importância da conformidade ambiental, explica de forma acessível o papel do EVTL (Estudo de Viabilidade Técnica e Legal) e mostra por que deixar essas questões para depois pode representar riscos e custos para a empresa.


Confira as cinco perguntas e conheça quais cuidados sua empresa pode começar a adotar para estar mais preparada.


SOBRE O ENTREVISTADO


Felipe de Arruda Ramos, Ludovicense, 33 anos, Engenheiro Ambiental, Sanitarista e Segurança do Trabalho. Há cinco anos mora em São Paulo, anteriormente trabalhava em uma consultoria voltada para empreendimentos Ferroviários, Portuários e Agro. 


Felipe Arruda: "Quando conseguimos reduzir a geração de resíduos, o consumo de água ou o consumo de energia, sem comprometer a operação, estamos simultaneamente reduzindo impacto ambiental e custo"
Felipe Arruda: "Quando conseguimos reduzir a geração de resíduos, o consumo de água ou o consumo de energia, sem comprometer a operação, estamos simultaneamente reduzindo impacto ambiental e custo"

Leia a seguir a entrevista:


PERGUNTA: Quais são hoje os principais desafios ambientais enfrentados por empresas do varejo, indústria e food service?


RESPOSTA: Hoje eu vejo como principal desafio a capacidade das empresas de transformar a questão ambiental em parte da gestão do negócio. No varejo e no food service, por exemplo, temos uma forte questão relacionada à geração e destinação de resíduos. Na indústria, sem dúvidas, é manter as conformidades ambientais durante a vigência da licença de operação. Muitas empresas ainda não entenderam que é um trabalho contínuo e não somente às vésperas da renovação.  


P: Quando falamos em conformidade ambiental, quais são os erros mais comuns que as empresas cometem e que poderiam ser evitados com planejamento?


R: Acredito que um dos erros que considero mais comuns é a empresa olhar para o licenciamento ambiental somente depois que a operação já está estruturada e funcionando. Muitas vezes ela aluga ou compra um imóvel, começa a contratar, instala equipamentos e só depois verifica se aquela atividade pode ser licenciada naquele local. Isso pode gerar custos muito maiores. Toda a parte de licenciamento ambiental e conformidades tem que ser elaboradas no início, ainda no papel.


P: O que é o EVTL (Estudo de Viabilidade Técnica e Legal) e qual é a sua importância dentro da gestão ambiental de uma empresa?

 

R: O EVTL (Estudo de Viabilidade Técnica e Legal), é uma avaliação realizada antes da implantação ou alteração de um empreendimento para verificar se aquela atividade é técnica e legalmente viável no local pretendido. Nós avaliamos, por exemplo, legislação de uso e ocupação do solo, licenciamento ambiental, restrições ambientais (área contaminada, proximidade com área de preservação etc.), necessidade de autorizações, infraestrutura disponível, geração de resíduos, efluentes, emissões e outras exigências aplicáveis.


Sendo assim, a importância está justamente na prevenção. O EVTL permite identificar restrições e custos antes que a empresa invista na implantação. Então, mais do que um estudo ambiental, ele funciona como uma ferramenta de tomada de decisão. Ele pode evitar que a empresa escolha um imóvel ou desenvolva um projeto que posteriormente não consiga obter as autorizações necessárias. Eu acho que é muito mais barato descobrir que um empreendimento é inviável no papel do que descobrir isso depois de ter investido milhões na implantação.

 

P: Como a gestão de resíduos, água e energia pode deixar de ser apenas uma obrigação legal e passar a gerar economia e eficiência para o negócio?


R: O primeiro passo é deixar de enxergar resíduo, água e energia apenas como indicadores ambientais e passar a enxergá-los também como indicadores financeiros. Tudo aquilo que a empresa desperdiça representa dinheiro. Em nossos treinamentos de PGRS (Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos), falamos sobre empresas que conseguem manter seu colaborador no seu quadro de funcionários. Então, a gestão ambiental passa a ser uma ferramenta de eficiência operacional. Quando conseguimos reduzir a geração de resíduos, o consumo de água ou o consumo de energia, sem comprometer a operação, estamos simultaneamente reduzindo impacto ambiental e custo.


P: Para uma empresa que quer começar a melhorar sua gestão ambiental, mas não sabe por onde começar, quais seriam os três primeiros passos?

 

R: Como um bom funcionário da Sanity, vamos por tópicos:


1. Fazer um diagnóstico:

Primeiro, entender onde a empresa está hoje, quais são suas atividades, quais licenças possui, quais obrigações se aplicam, quais resíduos geram, quanto consome de água e energia e quais são seus principais riscos ambientais;


2. Identificar prioridades:

Depois, transformar esse diagnóstico em uma matriz de prioridades, considerando principalmente risco legal, risco ambiental, impacto financeiro e facilidade de implementação. É urgente identificar onde o empreendimento pode gerar multas e embargos;


3. Criar um plano de ação com indicadores:

Tem que estabelecer responsáveis, prazos e indicadores para acompanhar a evolução. Não basta criar um procedimento e fingir que está sendo feito. É necessário medir se ele está funcionando e sendo realista.


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Há mais de 27 anos auxiliando empresas a crescer com segurança, conformidade e confiança, a Sanity é uma consultoria técnico-regulatória especializada em segurança dos alimentos, licenciamento sanitário, auditorias, treinamentos, responsabilidade técnica e adequação às exigências dos órgãos fiscalizadores.


A empresa atua em todo o Brasil apoiando empresas dos segmentos de varejo alimentício, food service, indústrias, logística, hospitais, clínicas e diversos outros setores que precisam operar em concordância com a legislação vigente.


Com uma equipe multidisciplinar e mais de 190 soluções especializadas, a Sanity transformou e inovou os desafios regulatórios em oportunidades de crescimento sustentável para empresas de todos os portes.


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